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terça-feira, 29 de novembro de 2011

Exposição resgata acervo do antigo Imperial Instituto Agrícola da Bahia

Foto do Acervo.
Está em cartaz no Memorial do Ensino Agrícola Superior da Bahia (MEASB), vinculado à Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB), a exposição que retrata “A representação dos Laboratórios de História Natural através do acervo e fotografias do antigo Imperial Instituto Agrícola da Bahia”. Trata-se de uma iniciativa das estudantes do curso de Museologia e estagiárias do MEASB, Vera Lúcia Rocha, Camila Silva e Crislane Oliveira, com apoio das estudantes voluntárias, Sura Carmo e Idaiane de Freitas e do servidor responsável pelo setor, Alfredo Bloisi. A supervisão geral é da professora Patrícia dos Santos.

A exposição resgata parte da história dos laboratórios do Imperial Instituto Agrícola da Bahia, fundado em 1859, que abriu caminhos para o desenvolvimento da pesquisa e docência em ciências naturais no Brasil. O acervo conta com equipamentos datados da época e utilizados em experimentos de química, como balanças, microscópios e refratômetro. Estão expostas também peças taxidermizadas de anatomia veterinária, entre as quais trabalhos de empalhamento, embalsamento e osteotecnia, incluindo um esqueleto bovino de mais de 150 anos, que hoje pertencem ao Laboratório de Anatomia e Fisiologia Animal (LAFA) da UFRB.

Como parte da preservação da memória, está em exposição a ata de liberação do Imperial Instituto, assinada pelo imperador D. Pedro II. Tem ainda fotografias antigas e uma galeria reservada aos retratos dos diretores que se sucederam à frente do instituto. É possível conferir também publicações raras, como o manuscrito da “Histoire Naturalle des Dorades de la Chine”, de Louis Edme Billardon de Sauvigny e François Nicolas Martinet, datado de 1780, e dois exemplares, um livro-texto e um livro-ficha, do “Sertum Palmarum Brasiliensium”, de João Barbosa Rodrigues, primeiro diretor do Jardim Botânico do Rio de Janeiro, datados de 1902.



quarta-feira, 10 de agosto de 2011

Festa da Irmandade de Nossa Senhora da Boa Morte

Foto: Luís Antonio
A festa da Irmandade de Nossa Senhora da Boa Morte, que ocorre desde 1820, época do Brasil Império, e estende-se no tempo até os dias atuais, permanece com muita tradição e fé, na cidade de Cachoeira, localizada no Recôncavo Baiano, a 116 quilômetros de Salvador.

O evento acontece durante cinco dias, de 13 a 17 de agosto, e começa com a procissão das irmãs pelas ruas do município histórico, em sinal de luto pela morte de Nossa Senhora.

A Irmandade de Nossa Senhora da Boa Morte é composta por uma confraria de 23 mulheres cujos requisitos são descender de escravos africanos e possuir mais de 50 anos de idade. Todas elas são unidas pela devoção a Nossa Senhora. De acordo com historiadores locais, a confraria surgiu quando um grupo de mulheres, ex-escravas, reuniu-se para conseguir a alforria de outros escravos da cidade de Cachoeira, a primeira reunião de fundação da irmandade se deu no terreiro de Candomblé da nação Jeje-Mahi Zoogbodo Malê Bogum Seja Hundê, mais conhecido como Roça do Ventura.

A festa da Irmandade tem fortes traços sincréticos e recebe influências da religião católica e do candomblé, muito forte na região do Recôncavo Baiano. Durante as festividades são realizadas missas na Capela de Nossa Senhora D’Ajuda e oferecidos carurus e cozidos, típicos pratos da cultura afro-brasileira.

Confira a programação:
 
13/08 - Ritual do traslado do esquife de Nossa Senhora, às 18 horas, com saída do anexo da Capela DAjuda, que pertence à Boa Morte, com destino à capela da Irmandade, na Rua 13 de Maio, onde haverá celebração religiosa em memória das irmãs falecidas.

14/08 - A procissão do enterro de Nossa Senhora sai às 19 horas da igreja da Irmandade e percorre as principais ruas do centro histórico de Cachoeira, seguida de filarmônicas que tocam marchas fúnebres.

15/08 - O cortejo sai da igreja da Irmandade, após a missa marcada às 8 horas. Integrantes da irmandade vestem beca, usam joias e deixam à mostra as contas de seus orixás, além de deixar exposta a face vermelha do xale. A Irmandade oferece ao público presente um farto banquete com feijoada, assados e saladas.

16/08 - A Irmandade oferece à população o tradicional escaldado, com diversos tipos de carnes, verduras, legumes e pirão. O samba de roda também se apresenta e todos que quiserem podem sambar. A partir das 18 horas.

17/08 - Nesse dia, também a partir das 18h, a festa continua com o samba de roda de Nossa Senhora e distribuição de caruru e mungunzá.






sexta-feira, 29 de julho de 2011

Sítio histórico de Cachoeira é agredido


Dando continuidade às variadas agressões ao patrimônio histórico e cultural de Cachoeira, município tombado por decreto federal desde 1971 como patrimônio histórico, artístico-cultural e natural brasileiro, mais uma obra realizada pela prefeitura municipal violenta o sítio arqueológico de São Francisco do Paraguaçu, subdistrito de Santiago do Iguape, na antiga zona dos canaviais cachoeiranos. Dessa vez a PMC está construindo um coreto, ou um palanque, qualquer coisa, enfim, que por falta de uma denominação coerente ou uma finalidade definitiva, o equipamento está sendo batizado pela comunidade de elefante branco.
Para levar a efeito o intento nefasto a PMC derrubou duas árvores centenárias que ornamentava a praça principal da vila. Além disso, o equipamento desfigura o conjunto original de casas e oculta a visão que se tem do edifício do antigo convento de Santo Antonio, construído pela Ordem Franciscana em meados do século XVII. Entretanto, a PMC desconhece que a vila de São Francisco é área de proteção rigorosa como sítio arqueológico e histórico, como ocorre com a sede do município, principalmente a área urbana da antiga vila.
Não faz muito tempo o IPHAN desautorizou a construção de um imóvel de dois pavimentos na imediação do convento de São Francisco. No caso da obra desfiguradora ora realizada pela PMC, o IPHAN não foi informado, o que significa dizer que não há laudo histórico nem arqueológico. Enfim, a obra é ilegal e representa mais uma entre tantas outras obras realizadas pela PMC em que a lei de proteção e conservação do patrimônio histórico-cultural e artístico brasileiro é acintosamente desrespeitado pelo excelentíssimo senhor prefeito municipal.

O prefeito se acha acima da lei

Obras irregulares são recorrentes em Cachoeira e o prefeito diz destemidamente que ele não tem medo de processos jurídicos, que vai fazer e acontecer, queira ou não queira os “cupins” IPHAN e IPAC. Entenda-se a sua vaidade está acima de tudo. As arbitrariedades administrativas cometidas são apoiadas por um poder legislativo omisso e covarde. Tendo todos os vereadores comendo em sua mão, comem igualmente migalhas jogadas ao chão por ele os meios de comunicação da região e a população despolitizada e controlada à base de festas, drogas e cervejas. Ninguem tem coragem de dizer nada; nenhuma voz se levanta. Aí nenhum IPHAN e nenhum IPAC tem força política para dar testa ao todo poderoso corró da cidade.
Ante essa situação, o perna-de-pau centroavante da seleção de coroas cachoeiranos joga solto, sem marcação, fazendo gols de impedimento a torto e a direito. Resultado: não existe uma obra sequer que não tenha uma irregularidade, um dinheirinho a mais. Que comprove o relatório da auditoria roleta-russa da CGU.
O local do crime


Baseado no cronista cachoeirano Pedro Celestino da Silva e numa bibliografia específica e oriunda de pesquisadores religiosos da Ordem de São Francisco, a presença franciscana e a instalação do Convento de Santo Antonio do Paraguaçu em Cachoeira se deu em decorrência da conversão religiosa, já na maturidade, de Pedro Garcia de Araujo, proprietário das antigas terras de São Francisco, que se tornou irmão leigo da Ordem.  Jaboatão diz que
No Capítulo, que fez o primeyro custodio independente, Fr. João Bautista em vinte e quatro de fevereyro de 1646, foi determinado a acceitação de fundar Convento no lugar do Paraguassú, como pedem os moradores da freguesia, (diz hum assento da Meza deste Capitulo, e se escolherão dos dous Sítios, que offerece o P. Pedro Garcia, qual seja o mais conveniente).
Já Pedro Celestino da Silva, baseado em Jaboatão, diz ele que
Doou o padre Pedro Garcia, por escriptura publica, dois sítios que possuía na margem oriental do rio Paraguassú, um onde se acha levantado esse convento, e outro mais abaixo, na passagem denominada Pontal.
Jaboatão e outros autores que estudaram a ordem franciscana e o convento Santo Antonio em São Francisco do Paraguaçu não apresentam dados precisos sobre as terras doadas por Pedro Garcia para os franciscanos. Em face disto, não se sabe sua extensão original e limites precisos. Sabe-se concreto que os franciscanos não eram empreendedores, como eram os beneditinos e jesuítas, que possuíam grandes engenhos e grandes plantéis de escravos. Assim, conclui-se que propriedade doada por Pedro Garcia aos franciscanos limitava-se unicamente àquela que constituía o convento, inclusive o quintal, que corresponde a área da atual vila.
Jaboatão diz que
Quando alli fomos Noviço pellos annos de 1717 naõ havia no lugar mais que dous ou três cazebres de Pescadores, e o Hospital, de que logo diremos; hoje haverá huã dúzia de cazas de alguns pobres [pescadores}, que vivem á sombra do Convento.
Esses “pobres pescadores” referidos por Jaboatão eram, certamente, mamelucos (mestiços de índios e brancos) descendentes de antigos habitantes do local. Jaboatão identificou poucos moradores naquela localidade devido, principalmente, à configuração do lugar, em detrimento, por exemplo, da vizinha povoação de Santiago, localizado numa parte onde se descortinava o vale  do Iguape. Diz Jaboatão (p.540):
Não tem vista alguã para a parte de terra, por ser toda dezerta, e montanhoza; a melhor que tem he [é] a do Rio. Não se descobre do Convento Povoação, ou edifício algum mais que da outra banda da barra da [vila da] Cachoeyra em distancia de mais de legoa.
Em decorrência da instabilidade pela qual vivia o convento de Santo Antonio ao longo de sua existência, determinado momento enfraqueceu suas atividades religiosas e de assistência. Em finais do século XVIII até meados do século XIX, com a crescente decadência do sistema plantocrático açucareiro no Iguape, que sustentava e garantia o funcionamento do convento, suas instalações físicas começaram a sofrer gradativo processo de deterioração. Sabe-se que na década de 1850 não mais havia frades brasileiros ou portugueses no Convento, e sim cerca de cinqüenta franciscanos de origem alemã, que permaneceram pouco tempo no local.
Na década de 1910 o Convento de São Antônio do Paraguassú estava abandonado e em ruína. Diante da iminência de desabamento de todo o conjunto arquitetônico, o convento e os terrenos adjacentes foram doados à arquidiocese baiana. Como medida preventiva para evitar o desabamento da igreja, foi acordada em reunião a demolição do convento e a venda dos terrenos e alfaias para que, com o dinheiro auferido, se promovesse a reforma da igreja. Para tal, em 19 de janeiro de 1915 foi nomeada uma comissão que seria responsável pela execução do projeto.
Peças em mármore, metais e madeiras que compunham o acervo móvel (mobiliário, objetos de arte, por exemplo) e imóvel (pias, lavabos, escadaria, etc) do convento foram vendidas e/ou doadas. Na década de 1930, São Francisco do Paraguaçu atraiu imigrantes provenientes de áreas sertanejas flagelados pela seca que grassou naquela década na Bahia. Aqueles que se fixaram definitivamente em São Francisco arrendaram pedaços de terras para cultivo temporário de gêneros de subsistência ou se empregaram como extrativistas meeiros. Parte da população atual da vila de São Francisco é oriunda desses imigrantes sertanejos.
Além de sítio histórico construído pelos irmãos franciscano do convento de Santo Antonio, local onde estudou um dos mais renomados cronistas setecentistas brasileiro, o frei Antonio de Santa Rita Jaboatão, a vila de São Francisco era originalmente uma aldeia indígena. Valiosíssimas obras de arte sacras pertencentes ao convento enriquecem museus brasileiros; no interior da igreja de Santo Antonio jazem os restos mortais de Sebastião da Rocha Pitta, o pai da história brasileira. Pesquisadores da Universidade de Évora, Portugal, estudaram a Nora, o sistema medieval de abastecimento de água através de aqueduto que se encontra preservado no citado convento. Contudo, o prefeito de Cachoeira, que desconhece a importância do patrimônio histórico e cultural do município que administra, arrogantemente destrói tudo; constrói um trombolho ao lado de um edifício religioso construído no início da colonização brasileira. É demais!
 

sábado, 2 de julho de 2011

Ogan do Seja Hundê é discriminado em programa de rádio

Roça do Ventura
Buda, apelido do ogan do Zô Ogodô Bogum Malê Seja Hundê, terreiro de candomblé jêje marrin de Cachoeira conhecido como Roça de Ventura, diz que foi discriminado pelo apresentador de um programa que diariamente é levado ao ar pela emissora Paraguaçu FM, de Cachoeira. Segundo ele, o apresentador o desqualificou como sacerdote e como indivíduo. Diz ainda que além das ofensas à sua pessoa, o locutor teria dito que o Seja Hundê é um candomblerzinho, cujos participantes são cariocas, paulistas e mineiro.

O motivo da ofensa foi porque Buda compareceu ao programa de rádio vestido de bermuda e camiseta, o que para o locutor era um traje inadequado para um ogan. Mas Buda contra-argumenta dizendo que o motivo foi porque ele foi denunciar as desobediências às determinações da Justiça impostas ao advogado Ademir Passos, que recentemente violou o espaço sagrado do terreiro ceifando árvores, soterrando a lagoa do orixá Nanã; enfim, desfigurando o sítio cultural afrorreligioso. O referido advogado, que é especializado em resolver broncas de prefeitos na Justiça, advoga para a prefeitura municipal da Cachoeira, e o programa de rádio é patrocinado com o dinheiro público, disse o ogan, que vai acionar a Justiça por reparações morais.. 

 

domingo, 29 de maio de 2011

Unesco considera arquivos da ditadura militar como patrimônio da humanidade


Arquivos da ditadura militar brasileira agora fazem parte da “memória do mundo”. Essa é a segunda vez que um projeto brasileiro é aprovado pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco), tornando-se patrimônio da humanidade.

O projeto apresentado pelo Brasil “Rede de informações e Contrainformação do Regime Militar no Brasil (1964-1985)” foi aprovado pelo Comitê Consultivo Internacional do Programa Memória do Mundo (MoW – Memory of the World), numa reunião ocorrida em Manchester (Reino Unido), no período de 22 a 25 de maio.

Criado pela Unesco em 1992, o programa tem como objetivo preservar e difundir amplamente documentos, arquivos e bibliotecas de grande valor mundial, buscando impedir, assim, que o patrimônio da humanidade seja esquecido.

A candidatura brasileira ao Memória do Mundo incorporou acervos de fundos de órgãos centrais do Serviço Nacional de Informação (Sisni), sob a guarda do Arquivo Nacional, e de órgãos de informação dos estados da Federação, estes custodiados por arquivos estaduais ou por outras entidades parceiras do Centro de Referência das Lutas Políticas no Brasil (1964-1985) - Memórias Reveladas.

O Memórias Reveladas foi criado em 2009, e sua gestão foi confiada ao Arquivo Nacional. O centro conta hoje com 55 instituições e entidades parceiras, incluindo diversos governos e arquivos estaduais, universidades e centros de documentação, e tem por objetivo atuar como um pólo difusor de informações contidas nos registros documentais sobre as lutas políticas no Brasil nas décadas de 1960 a 1980.

A vitória da candidatura do Brasil garante visibilidade mundial a esses importantes acervos, contribuindo para a sua preservação na medida em que chama a atenção do poder público e da sociedade brasileira para a necessidade de proteger e tornar disponíveis para consulta os arquivos do período do regime militar.

Diego Rabelo - 8760-8438
Diretor JPT- Bahia


Coletivo O Estopim!"Incendiando corações e mentes"  





Por:
Viviane da Silva Santos
Graduanda em Museologia
             UFBA


sexta-feira, 27 de maio de 2011

Patrimônio Histórico Desaparece em Feira de Santana



Antigo 1º Batalhão de Polícia Militar.
O prédio do antigo Imperial Asilo dos Enfermos de 1865, que recebeu do monarca D. Pedro II a considerável quantia de dois contos de reis, quando de sua visita a Feira de Santana em 1859 a acada dia que passa desaparece em ruínas em meio a ignorância dos políticos desta cidade. Durante um século o Imperial Asilo que posteriormente voltou a se chamar Santa Casa de Misericórdia atendeu gratuitamente a população de Feira e Região.

No governo de João Marinho Falcão em 1956 com o fim da construção do Hospital D. Pedro a Santa Casa de Misericórdia foi transferida, passando o velho casarão a abrigar o Batalhão de Polícia Militar até passar a ser o Palácio do Menor, onde se pretendia abrigar o menor desamparado de Feira de Santana. O Palácio nunca chegou a ser o que se pretendia, quando muito foi um deposito de crianças onde estas conviviam com um prédio em ruínas, num perigo constante as crianças ali “abrigadas”.

Palácio do Menor em Ruinas.
No dia 12/03/2009 o então superintendente regional do IPHAN (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional), Carlos Amorim, esteve em Feira de Santana com o objetivo de fazer a declaração de interesse para fins de tombamento, sobre o imóvel onde funcionou a antiga Santa Casa de Misericórdia, que inclusive teve como hospede o então Imperador D. Pedro II. Na época disse o superintendente: “Eu vim a Feira de Santana para fazer a inspeção, pois há interesse do governo federal nesse imóvel. Agora está sendo feito o estudo para o processo de avaliação, que é um pouco demorado, mas o processo de pedido de preservação será imediato”. No entanto ao envés de tombamento o prédio foi “doado” pela Prefeitura de Feira de Santana sob os auspícios do prefeito José Ronaldo, o mesmo que hoje sofre uma ação de improbabilidade administrativa, sem tomar em conta os interesses do município ou mesmo das crianças ali abrigadas ao Serviço Social do Comércio (SESC), mantido pela Confederação Nacional do Comércio, com o intuito de que no local fosse feita uma recuperação do imóvel para o funcionamento de um restaurante escola e até hoje nada foi feito.

O descaso com o patrimônio material e imaterial de Feira de Santana é um reflexo das elites decadentes e dos políticos decrépitos de nossa cidade. 

Luís Antonio Araujo, Feirense, Graduando do 3º semestre em Museologia pela Universidade Federal do Recôncavo da Bahia.

quinta-feira, 26 de maio de 2011

Pratos, panelas, moringas e caxixis; A cultura imaterial na cerâmica de Coqueiros e Maragogipinho

Fotos: Luís Antonio Araújo
Esta em amostra no foyer do auditório Leite Alves – Centro de Artes, Humanidades e Letras – CAHL / UFRB a exposição: Pratos, panelas, moringas e caxixis; A cultura imaterial na cerâmica de Coqueiros e Maragogipinho, como resultado da soma de trabalhos desenvolvidos pelas disciplinas Expologia, Expografia e Exposição Curricular do curso de graduação em Museologia da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia – UFRB.
A exposição desenvolve-se em quatro módulos: Conhecendo Coqueiros e Maragogipinho, O processo de produção cerâmica, Cine Cerâmica e A mesa colonial do século XIX.
Técnica de cozimento em fogueira


Torno de modelagem das peças

Técnica de cozimento em forno a lenha


Cozinha Colonial

terça-feira, 24 de maio de 2011

Terreiros são bens para serem tombados ou registrados?


Evento do IPAC com entrada franca no Conselho de Cultura da Bahia acontece no Dia Mundial da África (25.05) instituído pela Organização das Nações Unidas (ONU) desde 1972

Roça do Ventura recentemente tombada pelo IPHAN
Os terreiros de candomblé na Bahia são patrimônios materiais ou imateriais? Eles devem ser tombados – salvaguarda para bens tangíveis – ou registrados – para bens intangíveis? A importância deles está nas suas edificações ou nos símbolos e signos culturais desses espaços sagrados de matriz africana? Essas e outras perguntas servirão de base para o próximo encontro do “Conversando sobre Patrimônio”, projeto do Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural (IPAC), que convida especialistas para discutir importantes temas sobre bens culturais baianos.

Com a temática da "Salvaguarda do Patrimônio Cultural Afro-brasileiro", o encontro acontece nesta quarta-feira, 25 de maio (2011), às 14h no Conselho Estadual de Cultura (Palácio da Aclamação, Av. 7 de Setembro, 1330, Campo Grande/Forte de São Pedro). A entrada é franca e a reunião ocorre para marcar o “Dia Mundial da África” instituído pela Organização das Nações Unidas (ONU) desde 1972

“O reconhecimento oficial da importância da tradição afro-brasileira pelos poderes públicos constituídos é muito recente, já que somente em 1984 o governo federal tombou pela primeira vez na história do Brasil um espaço sagrado de matriz africana”, ressalta o diretor geral do IPAC, Frederico Mendonça.

Um dos maiores expoentes da antropologia brasileira, o professor doutor do Museu Nacional (UFRJ), Gilberto Velho, foi relator do tombamento pelo Iphan/MinC do terreiro de candomblé Casa Branca, em Salvador. Há mais de vinte anos atrás a decisão já foi muito polêmica. “O Iphan geralmente tomba apenas terreiros considerados matrizes, como a Casa Branca, o Bate Folha, o Alaketu, entre outros, e precisamos estudar mais profundamente essas proteções do poder público”, diz Mendonça.

A salvaguarda oficial permite prioridade, do bem tombado ou registrado, nas linhas de apoio financeiro municipais, estaduais, federais ou até internacionais. A dúvida é que existem ou podem ser criados, via decretos estaduais, outras propostas de proteção. No IPAC já existem o tombamento, o registro para manifestações culturais tradicionais, como algumas festas populares, e o registro de lugar, que não tomba o espaço, mas o considera relevante oficialmente. Já em outros estados existem as Áreas de Proteção do Ambiente Cultural (Apacs), como no Rio de Janeiro, utilizadas pela prefeitura para proteger certos bairros ou regiões "descaracterizadas".

Os palestrantes serão os professores doutores da Universidade Federal da Bahia (Ufba), Fábio Velame e Márcia Santa'anna. Fábio é doutor em Conservação e Restauro, com ênfase em patrimônios imateriais, manifestações culturais e suas relações com arquitetura e cidade, atuando principalmente nos territórios tradicionais e arquitetura étnico-africana e afro-brasileiras, habitação escrava, quilombos, terreiros de candomblé e afoxés, entre outros. Já Márcia é mestre em Conservação e Restauro, doutora em Urbanismo e ex-diretora do Departamento do Patrimônio Imaterial do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan).
 

O IPAC é responsável pela política pública de preservação e difusão dos bens culturais baianos. As palestras são abertas ao público. Mais informações via telefones 3117-6491 e 3117-6492, ou endereço eletrônico astec.ipac@gmail.com.
 
 
Confira no Flickr as fotos no link abaixo:
http://www.flickr.com/photos/organize/?start_tab=sets
Crédito obrigatório: Lei nº 9610/98

 


Assessoria de Comunicação IPAC - em 22.05.2011 - Jornalista responsável Geraldo Moniz (drt-ba 1498) - (71) 8731-2641.              Contatos: (71) 3117-6490, ascom.ipac@ipac.ba.gov.br - www.ipac.ba.gov.br - Facebook: Ipacba Patrimônio - Twitter: @ipac_ba
 

terça-feira, 1 de março de 2011

Casa Branca vai ganhar coroa de Xangô restaurada

Coroa de Xangô retorna á Casa Branca

Foto: Coroa de Xangô retorna á Casa Branca

A Coroa de Xangô do Terreiro de Casa Branca, que em yorubá é conhecido como Ilê Axé Iyá Nassó Oká, foi selecionada para os editais de Preservação, Dinamização e Difusão de Acervos do Instituto de Patrimônio Artístico e Cultural (IPAC). O órgão pertence a secretaria estadual de Cultura (SecultBA) e é responsável pela política pública de preservação dos patrimônios culturais da Bahia.

A coroa foi elaborada na década de 1960 por Julieta Oliveira, conhecida como Julieta de Oxum, em promessa a Xangô, orixá dos raios, trovões e do fogo de origem yorubá. Antes existia outra coroa então esculpida pelo ogã Veludinho, segundo tradições da Casa Branca. Ogã é uma das funções assumidas por homens com obrigação de auxiliar e proteger o terreiro do qual participa.

A Associação São Jorge do Engenho Velho, representante da Casa Branca, foi proponente do projeto de restauração. De acordo com o ogã da Casa Branca, Antônio Luiz Figueiredo, a peça seria singular. “Não temos conhecimento de outra peça com essas características”, diz Figueiredo. Esculpida em madeira e decorada com pedras e pérolas, a coroa tem 1,75 metro de diâmetro. Mais para cima, no telhado, encontra-se o oxê de Xangô – machado de dois gumes – símbolo característico do orixá.

A restauração tem custo de R$ 27 mil, com recursos da política pública de editais do IPAC. De 2007 a 2011 o IPAC já executa 73 projetos da sociedade civil. Os editais são realizados com recursos do Fundo de Cultura e já atingiu cerca de 200 municípios. “Os editais fazem com que a sociedade participe efetivamente das políticas públicas, garantindo ferramentas transparentes e democráticas na distribuição de recursos para as ações culturais”, diz Mendonça. De 2008 a 2010 já foram investidos mais de R$ 2 milhões via editais.

 

MUSEU CASA DO SERTÃO - FEIRA DE SANTANA/BAHIA

 


segunda-feira, 29 de novembro de 2010

Restauro é utilizado como ferramenta de inclusão social

                               Seminário termina hoje, com solenidade de encerramento, show musical e totalizando a participação de 150 especialistas em restauração de bens móveis da Itália, França e 10 estados brasileiros

A capacitação profissional em restauro de bens culturais móveis – que são as obras de arte – e a inclusão social de jovens podem, sim, andar juntas. Esse está sendo um dos destaques do seminário Internacional de Restauro que termina hoje (26) no anfiteatro da antiga faculdade de Medicina da UFBA, no Terreiro de Jesus, Centro Histórico de Salvador.

Promovido pelo Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural da Bahia (IPAC) em parceria com a Escola de Belas Artes da UFBA, o evento permitiu que especialistas e técnicos da área apresentassem exemplos bem sucedidos de obras de restauração que permitem ações de inclusão social. Um dos exemplos é o Curso Técnico em Conservação e Restauro ministrado na Fundação de Arte Ouro Preto, em Minas Gerais, cujo trabalho está sendo apresentado no evento do IPAC.

Gabriela Rangel, diretora da instituição mineira, explicou seu nascimento e atuação. ”A escola surgiu em 1968, e trabalhamos com o rico acervo de arte sacra presente em Ouro Preto, mas também com conservação e restauro de arte contemporânea”, comenta a especialista mineira. Carla Nascimento, também representante da entidade fala das especificidades do curso técnico. “A cada semestre, recebemos 60 alunos. O curso tem duração de dois anos e conta com quatro módulos. Trabalhamos sempre com obras reais, o que é uma grande responsabilidade”, declara. Carla diz, ainda, que a escola recebe alunos de diversos estados incluindo Bahia, Pará, Rio Grande do Sul Goiás e Mato Grosso, entre outros.
A representante do Curso Técnico destaca os impactos da experiência na formação dos jovens, do ponto de vista prático e pessoal. “Eles saem transformados do curso. Quando têm contato com peças de valor histórico se emocionam muito. Além do que, mais de 50% dos jovens que se formam se encontram, hoje, no mercado de trabalho”, revela. Carla explica que 18 paróquias de 14 municípios diferentes da região de Ouro Preto já foram contempladas com restauração de peças de acervos pelo curso.

  Com relação ao trabalho de alunos em grandes obras de restauração, Sílvia Fonseca, representante da Escola Oficina em Salvador, exemplifica que o anfiteatro da faculdade de medicina do Terreiro de Jesus, onde ocorre o Seminário do IPAC, foi o primeiro espaço restaurado pelos alunos do curso. “Eles e os estudantes da Escola Oficina a Cantaria do Museu de Arte Sacra, auxiliaram ainda na restauração do Museu Afro Brasileiro, Museu Arqueológico e Galeria Cañizares, na Escola de Belas Artes (EBA) da UFBA”, diz a professora. 

Sílvia alerta que a escola lida, ainda, com alunos considerados em situações de risco e, muitas vezes, de abandono. “Eles precisam estar matriculados em uma das escolas da rede pública e residir na Região Metropolitana de Salvador. Oferecemos uma bolsa incentivo, três refeições diárias, transporte e assistência médica. Contabilizamos e descobrimos que 80% dos jovens que se formaram estão inseridos, como restauradores, no mercado de trabalho”, ressalta.

O evento do IPAC propicia hoje, também, o Fórum de Políticas Culturais que discute a profissão do conservador e do restaurador na Bahia. Participam representantes do IPAC, do Instituto do Patrimônio Artístico e Histórico Nacional (IPHAN), da EBA e os especialistas em formação e perfil profissional de restauro Mariely Santana e Heloísa Costa, ambas da Ufba. Mais informações sobre o Seminário são obtidas via endereço eletrônico seminario.ipac@gmail.com, telefone 3117-6492, ou site www.ipac.ba.gov.br.

 Assessoria de Comunicação – IPAC – em 26.10.2010
Jornalista responsável Geraldo Moniz (1498-MTBa) – (71) 8731-2641
Texto: estagiário Felipe Dieder
Contatos ASCOM/IPAC: (71) 3116-6673, 3117-6490, ascom@ipac.ba.gov.br. Acesse: www.ipac.ba.gov.br

--
Cordialmente,

Profa. Ana Paula Soares Pacheco
Coordenadora do Colegiado do Curso de Graduação em Museologia
Centro de Artes, Humanidades e Letras - CAHL
UNIVERSIDADE FEDERAL DO RECÔNCAVO DA BAHIA - UFRB
http://www.ufrb.edu.br/cahl/index.php/cursos/museologia

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

1ª Caminhada do Povo de Santo Contra a Intolerância Religiosa e Pela Defesa da Roça do Ventura


No último dia 19 saindo da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia, ocorreu a 1ª Caminhada do Povo de Santo Contra a Intolerância Religiosa em Cachoeira, cidade dos Voduns, Orixás e Inkisses. O Povo do Santo se reuniu em defesa da Roça do Ventura, que vêem sofrendo ataques do Advogado Ademir Passos que invadiu suas terras e devastou 12 hectares de uma área em vias de tombamento como patrimônio cultural imaterial do Brasil, a Roça de Cima.

“A Unesco define como Patrimônio Cultural Imaterial "as práticas, representações, expressões, conhecimentos e técnicas - junto com os instrumentos, objetos, artefatos e lugares culturais que lhes são associados - que as comunidades, os grupos e, em alguns casos, os indivíduos reconhecem como parte integrante de seu patrimônio cultural.”

“O Patrimônio Imaterial é transmitido de geração em geração e constantemente recriado pelas comunidades e grupos em função de seu ambiente, de sua interação com a natureza e de sua história, gerando um sentimento de identidade e continuidade, contribuindo assim para promover o respeito à diversidade cultural e à criatividade humana.” (IPHAN)

A Caminhada que saiu da Universidade Federal foi em direção a Praça da Aclamação local histórico onde o Povo Negro deu seu sangue e vida pela Independência do Brasil e da Bahia, parando em frente à Câmara de Vereadores e Pousada e restaurante da Aclamação de propriedade do Sr. Ademir Passos.  Onde diversas Ialorixas, Babas, Ogãs, Makotas fizeram uso da palavra em defesa do Zoogodô Bogum Malê Seja Hundê ou Roça do Ventura e pelo respeito a diversidade religiosa.








Ao fundo a Pousada da Aclamação e a esquerda o escritorio do IPHAN


Câmara de Vereadores de Cachoeira

Mãe Madalena


Mãe Preta


sexta-feira, 19 de novembro de 2010

IPAC inicia seminário internacional de restauro próxima quarta, dia 24


Vagas são limitadas a 150 lugares, podendo se inscrever estudantes, pesquisadores, professores, especialistas e qualquer interessado da área de restauração de bens móveis integrados


O prédio da Faculdade de Medicina da Bahia no Terreiro de Jesus, Centro Histórico de Salvador, que abriga o mais antigo curso de nível superior de medicina do Brasil sediará nos próximos dias 24, 25 e 26 (novembro, 2010) o Seminário Internacional Restauro de  Bens Móveis Integrados na Bahia. O encontro promoverá, ainda, o Fórum de Políticas Culturais em Conservação e Restauro de Bens Móveis Integrados com a temática: Carências históricas, importância estratégica.

Promovidos pelo Governo da Bahia, através do Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural (IPAC) e Secretaria de Cultura (SecultBA), em parceria com a Escola de Belas Artes (EBA) da Universidade Federal da Bahia (Ufba), os dois eventos terão vagas limitadas em 150 lugares devido à capacidade no antigo anfiteatro da faculdade.

O seminário terá participação de representantes franceses do Museu Rodin Paris, restaurador da Itália, Gianmario Finadri, além de especialistas de Minas Gerais, Pernambuco e Rio de Janeiro, entre outros estados brasileiros. Da Bahia, participam professores e técnicos da Faculdade de Arquitetura e da EBA/Ufba, como o arquiteto especialista Mário Mendonça Filho, o renomado restaurador José Dirson Argolo e a museóloga Heloísa Costa membro do Conselho Internacional de Museus, consultora da Unesco e professora visitante da Université du Québéc e Laval (Canadá), Newcastle University (Inglaterra), Universidade de Valencia (Espanha) e Universidade de Buenos Aires (Argentina).

Estarão presentes também representantes do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) do Ministério da Cultura e da Associação Brasileira de Conservadores-Restauradores de Bens Culturais (Abracor). Podem participar dos dois eventos restauradores, estudantes, professores, pesquisadores, gestores públicos e privados, especialmente de belas artes, arquitetura, química, biologia, história e museologia, campos que obrigatoriamente atuam na restauração de bens móveis integrados ou qualquer outro interessado no tema em questão.

Segundo o diretor geral do IPAC, Frederico Mendonça, o seminário e fórum têm objetivo de proporcionar discussão acerca do restauro de bens móveis e integrados, enriquecido pelo conhecimento de novas técnicas e experiências de capacitação da área no Brasil e exterior. “Estreita ainda as relações culturais com a França já que o IPAC/Secult encontra-se responsável pelas peças do escultor francês Auguste Rodin no Palacete das Artes”, complementa Mendonça. Para o dirigente estadual, os eventos contribuem igualmente para a construção de proposta de organização do segmento de restauro no âmbito da Bahia.

Dentre as mesas e palestras do Seminário estão os temas de Conservação e restauro no Museu Rodin Paris, Técnicas em metal e gesso, Técnicas em cantaria, Novas Tecnologias, Panorama do Restauro na Bahia, Formação e técnicas de restauro de azulejos, Experiências brasileiras na estruturação de centros de restauro e Formação de profissionais de restauro. Já o Fórum de Políticas Culturais constará de mesas e debates com as temáticas de Políticas e programas institucionais e Formação e perfil profissional.

O evento acontece de 24 a 26 deste mês (novembro, 2010), começando sempre às 9 horas e finalizando às 19 horas. Para inscrições deve-se enviar mensagem para o endereço eletrônico seminário.ipac@gmail.com e obter mais informações através dos telefones 3117-6491 e 3117-6492, durante horário comercial, de segunda à sexta-feira.
 

Assessoria de Comunicação – IPAC – em 17.11.2010 -
Jornalista responsável Geraldo Moniz (1498-MTBa) – (71)8731-2641 
Texto: Lucas Franco e Geraldo Moniz –                                                                                                      Contatos ASCOM/IPAC: (71) 3116-6673, 3117-6490, ascom,ipac@ipac.ba.gov.br.
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quarta-feira, 17 de novembro de 2010

Caminhada Contra a Intolerâcia Religiosa no Recôncavo

O Terreiro de Candomblé Ilê Axé Ojú Onirê de Santo Amaro Bahia, convida a todos para a I Caminhada Contra Intolerância Religiosa em Santo Amaro, dia 20 de novembro de 2010, saída as 14hs do bairro do Derba para a Praça da Purificação. 

Dia 19 de novembro, sexta feira também acontece a I Caminhada Contra Intolerância Religiosa e Contra a invasão e destruição do patrimônio material e imaterial da Roça de Cima, origem da Roça do Ventura (Zoogodô Bogum Malê Seja Hundê), a Caminhada sairá do prédio da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia com destino a rua 25, as 17hs após o enserramento da semana da Consciência Negra e conta com o Apoio da Universidade.

Dia 21 as 9Hs ocorre a 6a Caminhada pela Vida e Liberdade Religiosa em Salvador, com saída do do Busto de Mãe Runhô no Final de Linha do Engenho Velho da Federação em direção ao Dique do Tororó.

Cartazes I e II