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sexta-feira, 27 de maio de 2011

Patrimônio Histórico Desaparece em Feira de Santana



Antigo 1º Batalhão de Polícia Militar.
O prédio do antigo Imperial Asilo dos Enfermos de 1865, que recebeu do monarca D. Pedro II a considerável quantia de dois contos de reis, quando de sua visita a Feira de Santana em 1859 a acada dia que passa desaparece em ruínas em meio a ignorância dos políticos desta cidade. Durante um século o Imperial Asilo que posteriormente voltou a se chamar Santa Casa de Misericórdia atendeu gratuitamente a população de Feira e Região.

No governo de João Marinho Falcão em 1956 com o fim da construção do Hospital D. Pedro a Santa Casa de Misericórdia foi transferida, passando o velho casarão a abrigar o Batalhão de Polícia Militar até passar a ser o Palácio do Menor, onde se pretendia abrigar o menor desamparado de Feira de Santana. O Palácio nunca chegou a ser o que se pretendia, quando muito foi um deposito de crianças onde estas conviviam com um prédio em ruínas, num perigo constante as crianças ali “abrigadas”.

Palácio do Menor em Ruinas.
No dia 12/03/2009 o então superintendente regional do IPHAN (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional), Carlos Amorim, esteve em Feira de Santana com o objetivo de fazer a declaração de interesse para fins de tombamento, sobre o imóvel onde funcionou a antiga Santa Casa de Misericórdia, que inclusive teve como hospede o então Imperador D. Pedro II. Na época disse o superintendente: “Eu vim a Feira de Santana para fazer a inspeção, pois há interesse do governo federal nesse imóvel. Agora está sendo feito o estudo para o processo de avaliação, que é um pouco demorado, mas o processo de pedido de preservação será imediato”. No entanto ao envés de tombamento o prédio foi “doado” pela Prefeitura de Feira de Santana sob os auspícios do prefeito José Ronaldo, o mesmo que hoje sofre uma ação de improbabilidade administrativa, sem tomar em conta os interesses do município ou mesmo das crianças ali abrigadas ao Serviço Social do Comércio (SESC), mantido pela Confederação Nacional do Comércio, com o intuito de que no local fosse feita uma recuperação do imóvel para o funcionamento de um restaurante escola e até hoje nada foi feito.

O descaso com o patrimônio material e imaterial de Feira de Santana é um reflexo das elites decadentes e dos políticos decrépitos de nossa cidade. 

Luís Antonio Araujo, Feirense, Graduando do 3º semestre em Museologia pela Universidade Federal do Recôncavo da Bahia.

domingo, 8 de maio de 2011

História da Paróquia Senhor dos Passos


   Em 1852 o Coronel Felipe Ferreira de Cerqueira concluiu uma Capela com a invocação do Senhor dos Passos, que pela sua grande devoção, fez eregir, às suas custas, um templo que fazia conjunto com o casarão onde morava e um cemitério. Em 1864, a capela e o cemitério foram demolidos para que fosse construída a atual sede da Prefeitura Municipal. O terreno foi permutado por uma área de terra que ficava do outro lado da praça. Em 1917 a antiga Capela encontrava-se em ruínas e neste local reunia-se o comitê, presidido pelo Sr. José Alves Boaventura, encarregado de angariar fundos para a edificação do novo templo. Decorrente deste movimento é providenciada a demolição das ruínas da antiga Capela e o novo projeto é confiado ao Engº. Manoel Accioli Ferreira Silva. Em 1921 o Coronel Felipe Ferreira de Cerqueira obteve permissão do Arcebispo de São Salvador da Bahia e Primaz do Brasil, Dom Jerônimo, que aprovou a planta em estilo neogótico, com o interior em escariole e na parte externa uma mistura de vidro e argamassa para a nova Igreja Senhor dos Passos. Em 9 de outubro de 1921 foi colocada na parte sul do terreno a pedra fundamental, sendo celebrada uma Missa Campal no local da futura igreja, pelo Cônego Tertuliano Carneiro da Silva, tendo como orador deste ato, o Dr. Gastão Guimarães.

Em 1923, o balancete de receita de donativos e despesas na construção deixava um déficit, o que fez que as obras tivessem uma longa paralisação de aproximadamente 41 meses. Vale ressaltar que os fundos para a construção eram penosamente obtidos por doações populares, quermesses, espetáculos teatrais, rifas, etc.

Em outubro de 1926 o Coronel Francisco de Macedo ressume a função de Diretor das Obras, a convite do Padre Mário Pessoa, já que o Cônego Tertuliano Carneiro da Silva, representante eclesiástico da obra, havia falecido.

Em 18 de julho de 1929 era celebrada a primeira Santa Missa com a Igreja em construção. Em 1930, já havia sido colocada a cumeeira do edifício em ato solene e com a bênção do Cônego Carlos Olympio Ribeiro. Em 1932 as obras encontravam-se bastante adiantadas e para incentivar o fervor dos fiéis, foi celebrada a segunda Santa Missa com o templo ainda em obras. Neste ano já se tinha dado início à pintura de algumas paredes e colocação de telhados e de forros de "Pau Paraíba".

Em 1936 a Igreja foi entregue ao público pelo Padre Amílcar Marques de Oliveira, mesmo sem conclusão, funcionando apenas a Catequese aos domingos e o Ofício da Paixão às sextas-feiras.

Em 1951 o Padre Aderbal Saback Miranda, recomeçou a reconstrução da Igreja e resolve construir a torre com 35 metros de altura, com planta do Engenheiro Agnelo Frutuoso de Araújo. A obra foi suspensa, para que o Padre Aderbal se dedicasse à fundação do Bispado em nossa cidade. Em 17 de maio de 1964 a Igreja passou a ser Paróquia por autorização do então Bispo Dom Jackson Berenguer Prado, primeiro Bispo de Feira de Santana, nomeando seu primeiro pároco o Cônego Aderbal Saback Miranda, que organizou uma comissão formada por pessoas da sociedade feirense a fim de concluir a construção da Igreja.

Com a morte de Padre Aderbal, assumiu a Paróquia o Padre Ademar Melo Santos, (Frei Félix de Pacatuba), que já encontrou a Igreja quase pronta. Em dezembro de 1979, é feita a inauguração final da Igreja em todos os seus detalhes. Numa belíssima noite de Natal, a Igreja Senhor dos Passos é inaugurada com Missa Festiva presidida pelo Bispo (hoje emérito) Dom Silvério Jarbas P. de Albuquerque e concelebrada pelo Padre Ademar. A construção durou cerca de 53 anos.


Atualmente a Igreja Passa por nova Reforma.

terça-feira, 1 de março de 2011

Casa Branca vai ganhar coroa de Xangô restaurada

Coroa de Xangô retorna á Casa Branca

Foto: Coroa de Xangô retorna á Casa Branca

A Coroa de Xangô do Terreiro de Casa Branca, que em yorubá é conhecido como Ilê Axé Iyá Nassó Oká, foi selecionada para os editais de Preservação, Dinamização e Difusão de Acervos do Instituto de Patrimônio Artístico e Cultural (IPAC). O órgão pertence a secretaria estadual de Cultura (SecultBA) e é responsável pela política pública de preservação dos patrimônios culturais da Bahia.

A coroa foi elaborada na década de 1960 por Julieta Oliveira, conhecida como Julieta de Oxum, em promessa a Xangô, orixá dos raios, trovões e do fogo de origem yorubá. Antes existia outra coroa então esculpida pelo ogã Veludinho, segundo tradições da Casa Branca. Ogã é uma das funções assumidas por homens com obrigação de auxiliar e proteger o terreiro do qual participa.

A Associação São Jorge do Engenho Velho, representante da Casa Branca, foi proponente do projeto de restauração. De acordo com o ogã da Casa Branca, Antônio Luiz Figueiredo, a peça seria singular. “Não temos conhecimento de outra peça com essas características”, diz Figueiredo. Esculpida em madeira e decorada com pedras e pérolas, a coroa tem 1,75 metro de diâmetro. Mais para cima, no telhado, encontra-se o oxê de Xangô – machado de dois gumes – símbolo característico do orixá.

A restauração tem custo de R$ 27 mil, com recursos da política pública de editais do IPAC. De 2007 a 2011 o IPAC já executa 73 projetos da sociedade civil. Os editais são realizados com recursos do Fundo de Cultura e já atingiu cerca de 200 municípios. “Os editais fazem com que a sociedade participe efetivamente das políticas públicas, garantindo ferramentas transparentes e democráticas na distribuição de recursos para as ações culturais”, diz Mendonça. De 2008 a 2010 já foram investidos mais de R$ 2 milhões via editais.

 

segunda-feira, 29 de novembro de 2010

Restauro é utilizado como ferramenta de inclusão social

                               Seminário termina hoje, com solenidade de encerramento, show musical e totalizando a participação de 150 especialistas em restauração de bens móveis da Itália, França e 10 estados brasileiros

A capacitação profissional em restauro de bens culturais móveis – que são as obras de arte – e a inclusão social de jovens podem, sim, andar juntas. Esse está sendo um dos destaques do seminário Internacional de Restauro que termina hoje (26) no anfiteatro da antiga faculdade de Medicina da UFBA, no Terreiro de Jesus, Centro Histórico de Salvador.

Promovido pelo Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural da Bahia (IPAC) em parceria com a Escola de Belas Artes da UFBA, o evento permitiu que especialistas e técnicos da área apresentassem exemplos bem sucedidos de obras de restauração que permitem ações de inclusão social. Um dos exemplos é o Curso Técnico em Conservação e Restauro ministrado na Fundação de Arte Ouro Preto, em Minas Gerais, cujo trabalho está sendo apresentado no evento do IPAC.

Gabriela Rangel, diretora da instituição mineira, explicou seu nascimento e atuação. ”A escola surgiu em 1968, e trabalhamos com o rico acervo de arte sacra presente em Ouro Preto, mas também com conservação e restauro de arte contemporânea”, comenta a especialista mineira. Carla Nascimento, também representante da entidade fala das especificidades do curso técnico. “A cada semestre, recebemos 60 alunos. O curso tem duração de dois anos e conta com quatro módulos. Trabalhamos sempre com obras reais, o que é uma grande responsabilidade”, declara. Carla diz, ainda, que a escola recebe alunos de diversos estados incluindo Bahia, Pará, Rio Grande do Sul Goiás e Mato Grosso, entre outros.
A representante do Curso Técnico destaca os impactos da experiência na formação dos jovens, do ponto de vista prático e pessoal. “Eles saem transformados do curso. Quando têm contato com peças de valor histórico se emocionam muito. Além do que, mais de 50% dos jovens que se formam se encontram, hoje, no mercado de trabalho”, revela. Carla explica que 18 paróquias de 14 municípios diferentes da região de Ouro Preto já foram contempladas com restauração de peças de acervos pelo curso.

  Com relação ao trabalho de alunos em grandes obras de restauração, Sílvia Fonseca, representante da Escola Oficina em Salvador, exemplifica que o anfiteatro da faculdade de medicina do Terreiro de Jesus, onde ocorre o Seminário do IPAC, foi o primeiro espaço restaurado pelos alunos do curso. “Eles e os estudantes da Escola Oficina a Cantaria do Museu de Arte Sacra, auxiliaram ainda na restauração do Museu Afro Brasileiro, Museu Arqueológico e Galeria Cañizares, na Escola de Belas Artes (EBA) da UFBA”, diz a professora. 

Sílvia alerta que a escola lida, ainda, com alunos considerados em situações de risco e, muitas vezes, de abandono. “Eles precisam estar matriculados em uma das escolas da rede pública e residir na Região Metropolitana de Salvador. Oferecemos uma bolsa incentivo, três refeições diárias, transporte e assistência médica. Contabilizamos e descobrimos que 80% dos jovens que se formaram estão inseridos, como restauradores, no mercado de trabalho”, ressalta.

O evento do IPAC propicia hoje, também, o Fórum de Políticas Culturais que discute a profissão do conservador e do restaurador na Bahia. Participam representantes do IPAC, do Instituto do Patrimônio Artístico e Histórico Nacional (IPHAN), da EBA e os especialistas em formação e perfil profissional de restauro Mariely Santana e Heloísa Costa, ambas da Ufba. Mais informações sobre o Seminário são obtidas via endereço eletrônico seminario.ipac@gmail.com, telefone 3117-6492, ou site www.ipac.ba.gov.br.

 Assessoria de Comunicação – IPAC – em 26.10.2010
Jornalista responsável Geraldo Moniz (1498-MTBa) – (71) 8731-2641
Texto: estagiário Felipe Dieder
Contatos ASCOM/IPAC: (71) 3116-6673, 3117-6490, ascom@ipac.ba.gov.br. Acesse: www.ipac.ba.gov.br

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Cordialmente,

Profa. Ana Paula Soares Pacheco
Coordenadora do Colegiado do Curso de Graduação em Museologia
Centro de Artes, Humanidades e Letras - CAHL
UNIVERSIDADE FEDERAL DO RECÔNCAVO DA BAHIA - UFRB
http://www.ufrb.edu.br/cahl/index.php/cursos/museologia

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

Restauração na China é destaque em seminário internacional de Salvador

 
Encontro internacional de restauração em Salvador reúne cerca de 150 especialistas brasileiros e estrangeiros, e terá mais de 20 palestras e mesas de debates


A restauração de uma pintura do século 6 encontrada em tumba das dinastias chinesas Tang e Han, será um dos destaques do Seminário Internacional de Restauro de  Bens Móveis e Integrados que acontece em Salvador, a partir desta quarta-feira, dia 24 (novembro, 2010).

O evento (PROGRAMAÇÃO ANEXA) é realizado pelo Governo da Bahia, através da Secretaria de Cultura (SecultBA) e Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural (IPAC), em parceria com a Escola de Belas Artes da Universidade Federal da Bahia, entre quarta e sexta-feira (24 a 26) no anfiteatro da antiga Faculdade de Medicina, Terreiro de Jesus, no Centro Histórico de Salvador (CHS), sempre das 9 às 19 horas.

A experiência ocorrida na cidade de Xi’an, localizada na região central da China, a 1,2 mil quilômetros de Pequim, capital chinesa, será apresentada em filme, pelo especialista italiano Gianmario Finadri, durante palestra prevista para as 18 horas do dia 24, na temática de Novas Tecnologias.

O documentário de Finadri mostra o trabalho que ele realizou na China ao retirar a obra de arte de 1,4 mil anos, destacando as etapas de deslocamento da peça e aplicação de novas tecnologias para a sua recolocação. Entre 2006 e 2007 Gianmario retirou a pintura chinesa do século 6 e levou-a até o Museu de História de Xi’an, aplicando-a sobre um painel de policarbonato. “As pinturas ou azulejos ao serem retirados ficam mais suscetíveis quando são colocados em madeira, cimento ou concreto, em função da umidade que pode causar danos irreversíveis às obras de arte”, explica Finadri.

Segundo o especialista italiano, a tecnologia que ele utilizou na China, com painéis de policarbonato – plástico semelhante ao vidro – são recomendadas porque o material apresenta alta resistência e cria um nível de impermeabilidade que garante a preservação de pinturas ou azulejos, entre outras superfícies artísticas.

Seus trabalhos também recebem tecnologia de raio laser para a limpeza de pedras, madeiras e azulejos, durante restaurações. “Essa técnica é muito utilizada na Europa, mas não no Brasil”, diz Finadri. Em azulejos o laser é utilizado para limpar a parte posterior das peças, evitando que a parte da frente, onde geralmente estão imagens artísticas, seja danificada. Segundo o restaurador italiano, dentre os principais benefícios do laser estão a não-aplicação de solventes – geralmente corrosivos – e a excelência da limpeza obtida já que o raio erradica todos resíduos. Finadri estudou no Instituto de Arte Alessandro Vittoria da cidade de Trento, Itália, depois com o renomado professor Edo Masini e, em 1984, abriu seu primeiro laboratório. De 1992 a 1994 ministrou restauro na Escola Enaip de Trento e, em 2009, assume a co-direção de restauro da cidade de Cappella Maggiore (Itália).

Finadri integra grupo de 150 especialistas brasileiros e estrangeiros que participam do encontro internacional que terá mais de 20 palestras e mesas de debates. Dias 24 e 25 acontece o seminário, e dia 26 o Fórum sobre Restauro de Bens Móveis e Integrados. Já confirmaram presença, especialistas da França, Itália, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Goiás, Ceará, São Paulo, Rio de Janeiro, Pernambuco, Rio Grande do Sul, Paraíba e Bahia.

Inscrições e informações através do endereço eletrônico seminario.ipac@gmail.com e telefone (71) 3117-6492. (PROGRAMAÇÃO ANEXA) Assessoria de Comunicação – IPAC – em 22.11.2010 -          Jornalista responsável Geraldo Moniz (1498-MTBa) – (71) 8731-2641
Contatos: (71) 3116-6673, 3117-6490, ascom,ipac@ipac.ba.gov.br - Texto: estagiário Felipe Dieder e Geraldo Moniz
Acesse: www.ipac.ba.gov.br Facebook: Ipacba Patrimônio Twitter: @ipac_ba

sexta-feira, 19 de novembro de 2010

IPAC inicia seminário internacional de restauro próxima quarta, dia 24


Vagas são limitadas a 150 lugares, podendo se inscrever estudantes, pesquisadores, professores, especialistas e qualquer interessado da área de restauração de bens móveis integrados


O prédio da Faculdade de Medicina da Bahia no Terreiro de Jesus, Centro Histórico de Salvador, que abriga o mais antigo curso de nível superior de medicina do Brasil sediará nos próximos dias 24, 25 e 26 (novembro, 2010) o Seminário Internacional Restauro de  Bens Móveis Integrados na Bahia. O encontro promoverá, ainda, o Fórum de Políticas Culturais em Conservação e Restauro de Bens Móveis Integrados com a temática: Carências históricas, importância estratégica.

Promovidos pelo Governo da Bahia, através do Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural (IPAC) e Secretaria de Cultura (SecultBA), em parceria com a Escola de Belas Artes (EBA) da Universidade Federal da Bahia (Ufba), os dois eventos terão vagas limitadas em 150 lugares devido à capacidade no antigo anfiteatro da faculdade.

O seminário terá participação de representantes franceses do Museu Rodin Paris, restaurador da Itália, Gianmario Finadri, além de especialistas de Minas Gerais, Pernambuco e Rio de Janeiro, entre outros estados brasileiros. Da Bahia, participam professores e técnicos da Faculdade de Arquitetura e da EBA/Ufba, como o arquiteto especialista Mário Mendonça Filho, o renomado restaurador José Dirson Argolo e a museóloga Heloísa Costa membro do Conselho Internacional de Museus, consultora da Unesco e professora visitante da Université du Québéc e Laval (Canadá), Newcastle University (Inglaterra), Universidade de Valencia (Espanha) e Universidade de Buenos Aires (Argentina).

Estarão presentes também representantes do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) do Ministério da Cultura e da Associação Brasileira de Conservadores-Restauradores de Bens Culturais (Abracor). Podem participar dos dois eventos restauradores, estudantes, professores, pesquisadores, gestores públicos e privados, especialmente de belas artes, arquitetura, química, biologia, história e museologia, campos que obrigatoriamente atuam na restauração de bens móveis integrados ou qualquer outro interessado no tema em questão.

Segundo o diretor geral do IPAC, Frederico Mendonça, o seminário e fórum têm objetivo de proporcionar discussão acerca do restauro de bens móveis e integrados, enriquecido pelo conhecimento de novas técnicas e experiências de capacitação da área no Brasil e exterior. “Estreita ainda as relações culturais com a França já que o IPAC/Secult encontra-se responsável pelas peças do escultor francês Auguste Rodin no Palacete das Artes”, complementa Mendonça. Para o dirigente estadual, os eventos contribuem igualmente para a construção de proposta de organização do segmento de restauro no âmbito da Bahia.

Dentre as mesas e palestras do Seminário estão os temas de Conservação e restauro no Museu Rodin Paris, Técnicas em metal e gesso, Técnicas em cantaria, Novas Tecnologias, Panorama do Restauro na Bahia, Formação e técnicas de restauro de azulejos, Experiências brasileiras na estruturação de centros de restauro e Formação de profissionais de restauro. Já o Fórum de Políticas Culturais constará de mesas e debates com as temáticas de Políticas e programas institucionais e Formação e perfil profissional.

O evento acontece de 24 a 26 deste mês (novembro, 2010), começando sempre às 9 horas e finalizando às 19 horas. Para inscrições deve-se enviar mensagem para o endereço eletrônico seminário.ipac@gmail.com e obter mais informações através dos telefones 3117-6491 e 3117-6492, durante horário comercial, de segunda à sexta-feira.
 

Assessoria de Comunicação – IPAC – em 17.11.2010 -
Jornalista responsável Geraldo Moniz (1498-MTBa) – (71)8731-2641 
Texto: Lucas Franco e Geraldo Moniz –                                                                                                      Contatos ASCOM/IPAC: (71) 3116-6673, 3117-6490, ascom,ipac@ipac.ba.gov.br.
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terça-feira, 16 de novembro de 2010

Política pública dos Editais de Patrimônio

Estação Ferroviária de Alagoinhas
Com a política pública dos Editais de Patrimônio, o IPAC já investiu R$ 2,2 milhões, com 90 projetos baianos inscritos e 24 propostas aprovadas no período de 2008 a 2010

A Estação Ferroviária de Alagoinhas – também conhecida como São Francisco – passa pela primeira das três etapas de projeto que viabilizará a restauração do prédio. Após ser tombada como Patrimônio da Bahia pelo Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural (IPAC) em 2002, a estação foi beneficiada como um dos projetos vencedores da política pública de editais desse órgão estadual, vinculado à secretaria de Cultura (SecultBA).

A política de editais do IPAC visa apoiar propostas da sociedade civil para a salvaguarda dos patrimônios culturais da Bahia já aprovando 24 projetos no período de dois anos, entre 2008 e 2010, totalizando mais de R$ 2,2 milhões investidos. Os editais são complementados com obras de restauração que o IPAC realiza em todo o estado beneficiando bens culturais edificados da Bahia. De 2007 até agora (2010), o IPAC gerenciou cerca de R$ 70 milhões em obras por todo o estado.

“Somente as restaurações de seis monumentos no Centro Histórico de Salvador somam R$ 20 milhões, através do Prodetur, programa do Ministério do Turismo”, informa o diretor de Patrimônio do IPAC, Paulo Canuto. Em Cachoeira e São Félix, no Recôncavo baiano, e em Lençóis na Chapada Diamantina, o IPAC gerencia R$ 49,2 milhões em obras que recuperaram ruas, avenidas, praças, igrejas, construções públicas e privadas, originárias, em sua maioria, dos séculos 18, 19 e 20, com recursos do programa Monumenta do Ministério da Cultura.

Já a estação de Alagoinhas tem apoio de R$ 98 mil do IPAC para seu projeto executivo de rstauração. O prédio é originário de duas fases, 1863 e 1880 – ambas do período do império brasileiro – e está em Alagoinhas, cidade localizada a 108 quilômetros de Salvador. A edificação foi contemplada pelo edital nº09/2009 que prevê Apoio à Elaboração de Projetos para Bens Imóveis. Depois de concluídas as três etapas do edital e com projeto pronto, a Fundação Iraci Gama de Cultura, entidade de Alagoinhas que inscreveu e venceu essa categoria, poderá concorrer a outro edital do IPAC para executar as obras.

Segundo o gerente de Pesquisa e Legislação do IPAC, Mateus Torres, a estação de Alagoinhas se tornou ícone da história das ferrovias na Bahia, pois nela trafegavam vagões que transportaram pessoas e importantes mercadorias por muitos anos entre Salvador, Aracajú e Juazeiro. A edificação, construída com materiais importados da Inglaterra e da França, é composta por tijolos aparentes, telhados cerâmicos de quatro águas, marquises metálicas, janelas e portas em arco encimadas com ferro fundido.

A estação localizava-se a dois quilômetros da primitiva cidade, atual Alagoinhas Velha. Em torno dela surgiu povoação conhecida como Estação, que atraiu feira, comércio e residências, dando origem a nova cidade, consolidada por volta de 1868. À frente da estação está a vila operária e um pequeno chalé, a Casa do Agente. Um pavilhão é de 1863 e o outro do início do século 20. Para o presidente da Fundação Iraci Gama, proponente do projeto, José Reis, a estação é um bem inalienável. “Os recursos do IPAC nos dão esperança de conseguirmos reformar o prédio”. Mais dados sobre os Editais do IPAC são disponibilizados via endereço eletrônico astec.ipac@gmail.com e telefones (71) 3117- 6491 ou 3117-6492.

Assessoria de Comunicação – IPAC – em 26.10.2010                                  Jornalista: Geraldo Moniz    responsável Geraldo Moniz (1498-MTBa) – (71) 8731-2641
Texto: estagiário Lucas Franco e Geraldo Moniz    Contatos ASCOM/IPAC: (71) 3116-6673, 3117-6490, ascom@ipac.ba.gov.br
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