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quarta-feira, 28 de setembro de 2011

Resposta a reitoria e a sociedade

MOVIMENTO ESTUDANTIL DA UNIVERSIDADE FEDERAL DO RECÔNCAVO DA BAHIA

Nota pública do coletivo de paralisação
 #PARALISARPARAMOBILIZAR

            Diante das decisões divulgadas pelo reitor da UFRB no dia 26 de Setembro de 2011, deliberamos e entendemos que devemos uma explicação a sociedade e não somente a universidade.
 
            O primeiro ponto refere-se à formação da mesa de negociação e da câmera Inter setorial. Nesta nota publica, a reitoria avalia que somente estas ações seriam necessárias para a plena comunicação. Esquece-se esta que, a multicampia, um sistema herdado da ditadura militar, onde os campi foram descentralizados serviam apenas para desarticular ideias importantes. Além disso, esta mesma reitoria esqueceu também que os estudante da UFRB ainda estão se organizando. No entanto, para alçar uma discussão foi preciso que embasássemo-nos com documentação necessária para apurar as irregularidades dos campi de Cruz das Almas, Cachoeira, Santo Antônio de Jesus e Amargosa. Ainda neste ponto a reitoria nos acusa de causar “prejuízos” administrativos, financeiros, sociais e acadêmicos. Contudo, avaliamos que o prejuízo maior quem sofre é a sociedade que deposita regularmente pagamentos via impostos e não sabe no que este dinheiro é aplicado. Prejuízo será formar profissionais sem qualificação colocando em risco essa mesma sociedade que não terá o retorno desejado.
 
            A segunda questão colocada pelo reitor sobre a “ideia fixa” de falarmos somente da PROPAAE, não é descabida. Mesmo sendo pouco mais de 10% da população estudantil da UFRB a usufruir dos benefícios, entendemos a importância e a necessidade dessas politicas afirmativas e o quanto elas precisam ser ampliadas, visto que 70% dos estudantes da UFRB são originários das classes C, D e E, e aproximadamente 80% do corpo estudantil se declara afrodescendente. O que nos espanta é a reitoria utilizar a PROPAAE como manobra de retaliação para com este movimento. O Coletivo insiste em reafirmar que as dependências administrativas necessárias para efetivar os benefícios devem e podem executar suas atividades.
 
            A terceira questão referente às agressões verbais ocorreu de ambos os lados. Se houve por parte deste movimento atitudes intempestivas pedimos publicamente desculpas. O nosso intuito era nos fazer ouvir diante da impossibilidade de permanecermos no mesmo local para discutir as melhorias que servirão tanto aos professores, servidores quanto aos estudantes. Discordamos ainda da informação que não existe uma representação única por parte do movimento. Temos vinte pessoas (efetivos e suplentes) que estão responsáveis para comparecer a mesa de negociação, sendo que presencialmente apenas dez participam dessas reuniões por vez. Lembramos ainda que o reitor deveria implantar o sistema de negociação proposto em 2008 quando as mesas eram abertas e democráticas congregando todos os estudantes.
 
            O quarto ponto se refere à palavra “greve”, não estamos fazendo greve e sim paralisação. Não somos remunerados para fazer este movimento que é apartidário, independente e democrático. 
 
            O ultimo ponto trata da dissolução da mesa de negociação por parte do reitor. Nós do Coletivo de Paralisação reiteramos a importância e a necessidade de retomarmos as negociações a fim de estabelecer um diálogo e encontrar soluções acerca dos impasses.
 
            Informamos ainda à sociedade que a ocupação da UFRB pelos estudantes está fundamentada em documentos da Controladoria Geral da União (CGU) que revelam irregularidades nas obras licitadas até o ano de 2009. Segundo a CGU, os resultados dos trabalhos que constam no relatório nº 245382, foi verificado que não há conformidade entre a documentação apresentada pela UFRB com as exigências do Tribunal de Contas da União (TCU). Foram destinados, através do Programa, "Brasil Universitário", que diz respeito a 87,4% (valor de R $83.945.054,00) dos recursos geridos pela Universidade no exercício de 2009 (total de R$ 96.088.427,00)”. A falta de desempenho da UFRB foi justificada varias vezes por “dificuldades técnicas e gerenciais e da carência de recursos humanos especializados”. Observamos que somente no campus de Amargosa, cujo terreno foi drenado para receber as instalações da UFRB, foram gastos cerca de 9 milhões de reais. Contudo, as instalações/estruturas não correspondem às verbas aplicadas, como exemplo o curso de Educação Física que não possui um complexo poliesportivo que é de suma importância para formação profissional. Já no campus de Cruz das Almas mesmo tendo disponível R$ 1.356.385,52 o complexo de laboratórios de Engenharia Florestal sequer tiveram as obras licitadas. Ainda no mesmo campus, uma verba destinada no valor de R$ 3.839.034,88 para construção do hospital de Medicina Veterinária não foi utilizada no seu total, pagando apenas á empresa o valor de R$ 259.796,97
 
            Ressaltamos ainda que os 96 milhões poderiam ter sidos administrados em reformas de prédios já existentes, aquisições de equipamentos, mobílias e outros gastos para a implementação dos campi. Isso sem citar os indícios de superfaturamento nas obras dos 7 laboratórios do campus de Cruz das Almas notificados pela CGU referentes ao relatório de 2010, entregue em março de 2011.  O que nos faz perceber que a falta de laboratórios, salas de aulas equipadas, acervos bibliográficos e outros itens para a formação plena deixaram de ser adquiridos por falta de uma boa administração. Neste momento, estamos nos mobilizando para que os estudantes da UFRB possam efetivamente contribuir para o desenvolvimento do Brasil. 
 
             Queremos profissionais plenos para a sociedade brasileira, não apenas meros reprodutores de ideias abstratas. Continuaremos a divulgar o que está ocorrendo na UFRB para que a sociedade brasileira tenha pleno conhecimento dos investimentos federais. Todos nós pagamos impostos que se revertem em verbas para fazer o Brasil. Os investimentos na UFRB não são diferentes. Queremos uma UFRB decente.


27 de setembro de 2011

terça-feira, 27 de setembro de 2011

Estudantes em Greve sofrem tentativa de homicídio

Estudantes em Greve de Ocupação na Universidade Federal do Reconcavo da Bahia sofrem tentativa de Homicído por parte de estudantes contrarios apioados pela Reitoria. Veja nota abaixo:
 
Na última quarta-feira, dia 21/09, o movimento Mobilizar para Solucionar, contrário a paralisação estudantil, divulgou em rádio local e redes sociais uma reunião que aconteceu em frente ao Pavilhão de Aula II, que recebeu a presença de estudantes, do Pró-reitor da PROPAAE, Ronaldo Bastos, dos Assessores do Reitor, Luiz Flavio Godinho e Charles Carmo e de alguns docentes, inclusive da professora Maria Conceição Soglia, esposa do Vice-Reitor. No momento de voz dos presentes, era possível perceber certo tom de agressividade sempre objetivando o retorno das aulas o mais rápido possível e a qualquer custo. Como encaminhamento da reunião foi deliberado que representantes iriam até a reitoria dialogar com o movimento Paralisar para Mobilizar, tendo em vista a obtenção de espaço representativo na mesa de negociação. Reiteramos que o Movimento Paralisar para Mobilizar sempre esteve e está aberto ao diálogo no espaço de plenária, onde tod@s tem direito a voz e voto e em momento algum vetamos a presença dos companheir@s.
 
No dia seguinte, esperávamos a presença dos companheiros para que pudéssemos conversar.  Então, por volta das 23:00h  recebemos a informação de que teriam danificado o patrimônio público, arrebentando os cadeados dos Pavilhões de Aulas I e II. Diante disso, alguns estudantes se dirigiram até o local para verificar o que se passava, e ao se aproximarem, reconheceram estudantes que estavam na reunião do dia anterior (Movimento Mobilizar para Solucionar) estes, ao perceberem que foram identificados fizeram ameaças até que um deles ,estando armado, disparou em  direção aos ocupantes que recuaram e acionaram a segurança para que os acompanhassem até o pavilhão invadido.  Os integrantes do Mobilizar para Solucionar fugiram em um carro prata e em motos. Por sorte ninguém se feriu. Nós ocupantes ficamos perplexos diante do ocorrido e nos reunimos em plenária para deliberar as providências cabíveis, e na manhã seguinte prestamos ocorrência na delegacia.
O Movimento Paralisar para Mobilizar repudia, o ato violento de participantes fascistas do Movimento Mobilizar para Solucionar, e todo e qualquer manifestação de apoio por parte de docentes e da reitoria aos mesmos.

segunda-feira, 4 de julho de 2011

Ogan do Seja Hundê é discriminado em programa de rádio, um resposta.

A verdade dos fatos

Prezado Cacau,

Na condição de Ogan da Roça do Ventura e direitor de cultura e relações públicas da Sociedade Cultural da Roça do Ventura,acompanhei meu irmão de roça,Ogan Buda à Rádio Paraguassu,para tratarmos das visitas dos orgãos públicos estaduais ao nosso terreiro ,no dia 25 de Junho,quando a cidade de Cachoeira torna-se por um dia a capital do estado.A visita à Radio foi realizada no horário do programa da senhora Alzira Costa,meio dia,do dia 28-06,conforme combinado telefônico.

Informamos no programa aos ouvintes que recebemos a visita de representatntes da Secretaria estadual do Meio Ambiente,na pessoa de Célia Bandeira(chefe de gabinete) e da Sra.Maisa Flores,quando foi informado a intenção da realização de um projeto piloto na Roça do Ventura de um jardim de folhas sagradas.Também tivemos a visita do Sr.Elias Sampaio,secratário da SEPROMI,acompanhado de uma comitiva da mesma secretaria,quando tratamos de diversas ações de interesse da Roça do Ventura que estão em andamento na referida secretaria,como por exemplo a construção do muro-cerca no entorno das terras da Roça do Ventura,como também do acompanhamento das ações na justiça promovidas pelo IPHAN e IBAMA,contra as ações de devastação e destruição dos escombros sagrados da Roça de Cima,claro que aproveitamos a oportunidade para mais uma vez denunciarmos a completa falta de atenção do poder público municipal(a prefeituta de Cachoeira)com as  solicitações da comunidade religiosa do nosso terreiro,chamamos atenção que mais uma vez a situação do acesso a roça era a pior possível ,causando o atolamento de diversos veículos ,inclusive de sacerdotisas do candomblé de fora do estado(Uma senhora de 70 ano,do RJ),além do carro da Senhora Célia Bandeira,da secretaria do meio ambiente,fato testemunhado por todos que visitaram a nossa roça no dia 25 de junho.

Nesse momento que atribuimos responsabilidade à Prefeitura de cachoeira,pela não melhoria das cndições de acesso ao Ventura,a Sra.Alzira já demonstrou um incômodo com os comentários realizados,de pronto a apresentadora fez uma contundente defesa da prefeitura.Tudo ficou muito mais preocupante quando apresentamos as razões para não realização da construção do nosso muro-cerca,em função do fato da prefeitura de Cachoeira esta inadimplente com a sua documentação,informação apresentada pela SEPROMI,para explicar a não execução das obras do muro-cerca.Nesse instante a apresentadora abriu mão da sua condição de jornalista e assumiu sem o menor disfarce ,sua condição de relações públicas da prefeitura,já naquele momento a apresentadora foi tendenciosa e visivelmente parcial na condução do programa e nas armadilhas apresentadas na tentativa incansálvel de fazer a qualquer custo a defesa da prefeitura,mesmo que tal postura macule sua condição de jornalista,que deve gozar de uma concessão do poder público para realização ações de jornalismo de interesse da comunidade ,de interesse público portanto.

Dias depois fomos informados dos comentários racistas e desrespeitosos dessa senhora,comentários realizados no seu programa, contra o Ogã Buda e sobre minha pessoa.Lamentamos que tal atitude tenha sido praticada com reprovavel covardia e negação do princípios básicos do jornalismo ,que deve ser mais um instrumento de consolidação da democracia em território brasileiro.

Consideramos que tais atitudes só reforçam a ideia que essa senhora faz do jornalismo a extenção das suas atividades  de relações públicas da prefeitura ,demonstrando mais uma vez os limites da imprensa cerceada pelo poder politico e econômico local.

Informamos que tomaremos as atitudes cabíveis a tais comportamentos racistas e desrespeeitosos da Senhora Alzira Costa,no exercício  e condução do seu programa ,na Radio Paraguassu,em Cachoeira.

Agradecemos a  Cacau por garantir esse espaço na midia livre para apresentamos nosso mais contundente repúdio aos comentários covardimente apresentados por essa senhora que desrespeita o POVO DE SANTO DA BAHIA e rasga os princípios fundantes do jornalismo e da liberdade de expressão em nossa terra,numa clara demonstração que o "coronelismo eletrônico" ainda é um fenômeno político presente no reconcavo baiano.

Gratos ,

Marcus Alesandro
Ogã da Roça do Ventura

sábado, 2 de julho de 2011

Ogan do Seja Hundê é discriminado em programa de rádio

Roça do Ventura
Buda, apelido do ogan do Zô Ogodô Bogum Malê Seja Hundê, terreiro de candomblé jêje marrin de Cachoeira conhecido como Roça de Ventura, diz que foi discriminado pelo apresentador de um programa que diariamente é levado ao ar pela emissora Paraguaçu FM, de Cachoeira. Segundo ele, o apresentador o desqualificou como sacerdote e como indivíduo. Diz ainda que além das ofensas à sua pessoa, o locutor teria dito que o Seja Hundê é um candomblerzinho, cujos participantes são cariocas, paulistas e mineiro.

O motivo da ofensa foi porque Buda compareceu ao programa de rádio vestido de bermuda e camiseta, o que para o locutor era um traje inadequado para um ogan. Mas Buda contra-argumenta dizendo que o motivo foi porque ele foi denunciar as desobediências às determinações da Justiça impostas ao advogado Ademir Passos, que recentemente violou o espaço sagrado do terreiro ceifando árvores, soterrando a lagoa do orixá Nanã; enfim, desfigurando o sítio cultural afrorreligioso. O referido advogado, que é especializado em resolver broncas de prefeitos na Justiça, advoga para a prefeitura municipal da Cachoeira, e o programa de rádio é patrocinado com o dinheiro público, disse o ogan, que vai acionar a Justiça por reparações morais.. 

 

Blog do NNNE - UFRB

Historicamente a sociedade brasileira foi construída através de variados processos de subalternização do negro/a. Durante mais de três séculos, milhares de africanos foram tirados de sua terra de origem, para servirem de força de trabalho escrava no Brasil. Durante todo período colonial e imperial, a sociedade brasileira se sustentou através da escravidão negra, prática essa, que se fundava através de um cotidiano exercício da violência, coação, exploração e humilhação da população escravizada.

     Com o fim da escravidão legal no Brasil, em 13 de maio de 1888, o quadro de violências alterou-se, na medida em que as elites dirigentes, aparelhadas com as teorias racialistas, organizaram-se para recriar as hierarquias estabelecidas durantes os séculos de escravidão. Nesse sentindo, o Estado-nação brasileiro, foi construído através de políticas estatais, que visavam excluir e muitas vezes exterminar a população negra aqui existente, com projetos de favelização, programas de higienização, políticas de branqueamento e criminalização do negro/a e suas manifestações religioso-culturais. Mas, nós resistimos.
 
     Nos fins dos anos 20, o protesto racial emerge fortemente em São Paulo, propagando-se em outros estados da Federação; criam-se organizações, com base na identidade racial cujo objetivo é projetar os negros/as enquanto atores sociais. No final dos anos 40, o protesto reaparece no Rio de Janeiro, sob a forma de um ambicioso projeto cultural - Teatro Experimental do Negro - articulando-se psicodrama, valorização da tradição afro-brasileira e propostas políticas com vistas a interferir na reforma  constitucional.
 
     No final dos anos 70, uma nova onda de protestos, impulsionada por organizações negras de diferentes estados da federação, dão início à formação do Movimento Negro Unificado. Uma peculiaridade do Movimento Negro/a do Brasil, está no fato de que além de combater o racismo em todas as formas é preciso também desmistificar a idéia difundida de “democracia racial”, ideologia essa, diluída em toda sociedade brasileira, como constituinte de sua própria identidade nacional, dando um tom “harmonioso” às relações raciais.
 
     Na universidade o combate ao racismo perpassa por críticas ao conhecimento excessivamente eurocêntrico e pela organização da luta por acesso e permanência da população negra ao ensino superior. Fundamentados nesses eixos de atuação é que surge o movimento negro/a universitário na sua forma de núcleos estudantis. As pautas dos núcleos se somam às pautas gerais do movimento negro/a tendo como principal conquista destes, em nível nacional, a adoção de políticas de cotas para o acesso e permanência de estudantes negros/as. 
 
     Nessa conjuntura o negro/a passa a reivindicar o espaço político na universidade pública, propondo alternativas epistemológicas em favor da descolonização do conhecimento e o combate ao racismo na sociedade brasileira. É nesse sentindo, que estudantes da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia, especificamente do Centro de Artes, Humanidades e Letras, reúnem-se em abril de 2009, e desde então, vêem se organizando de forma ativa e autônoma, com o intuito de discutir e militar em defesa das populações negras, o combate ao machismo e outras lutas em favor das maiorias subalternizadas. 
 
     O coletivo intitulado de Núcleo de Negras e Negros Estudantes (NNNE) tem como compromisso, combater o racismo, o machismo e todas e quaisquer formas de segregação, entendendo que essa ação de combate as discriminações é de extrema importância para construção de uma sociedade plenamente democrática.
 
    Nesse sentido, o NNNE é um coletivo de estudantes militantes que atualmente  desenvolve trabalho de base nas comunidades periféricas na cidade de Cachoeira-BA, além de constituir  uma rede de articulação com outros movimentos sociais como MST Recôncavo, MSTB, MOPEBA, MNU e comunidades Quilombolas da região. Somos maiss um elo da corrente inquebrantável do movimento negro contemporâneo.
 
Núcleo de Negras e Negros Estudantes da UFRB

"TRISTE CACHOEIRA"

1. Texto 01 - publicado no Cachoeira Online e no Facebook em 28.06.11
"TRISTE CACHOEIRA
 
Poluição ambiental, trânsito desregrado de cargas pesadas destruindo o patrimônio da cidade, poluição sonora infernal, Rio Paraguaçu transformado em lixão a céu aberto, coronelismo cínico e anacrônico, intolerância religiosa, invasão e destruição impunes de espaços sagrados de matriz africana, racismo velado e escancarado, hegemonia e fusão total do poder político e econômico, desrespeito à cultura afro-baiana e, last but not least, vergonha generalizada na Câmara de Vereadores no último dia 25 de junho, data magna da Cidade! Triste Cachoeira, outrora Cidade Heróica...
 
Xavier Vatin
Cidadão Cachoeirano"
 
Comentários postados no Cachoeira Online:

Anônimo disse...
Se a Câmara tivesse Ombridade, certaemente, professor, viria a público e pediria desculpas,foi um grande fiasco,mal gosto.Entendo seu desabafo,é uma expressão de muita gente que mora e gosta desssa cidade,infelizmente os puxa-sacos,não.
Anônimo disse...
Esse professor estrangeiro tá muito ousado. Vai engulir o que disse . Fora forasteiro, vc tem que se curvar a família Pereira, senão vai sair de Cachoeira expulso, e do Brasil também. Entenda professor, Cachoeira é verde e branca (Pereira/Palmeira), quem manda é quem tem, limite-se a sua Faculdade, com gestão péssima, com as drogas rolando solto.
Anônimo disse...
kkkkk! Todos sabem de ondem partem esses surtos acima,é a Maria Jagunça,defendendo o seu ganha pão.Coitada!
Anônimo disse...
-Todo mundo sabe onde a droga realmente come solto.Cala-te boca.Rsrsrs.
Cachoeirano indignado disse...
Infelismente não posso mais passar o dia 25 de junho em Cachoeira. Terra que eu amo e que muito me orgulhava de sua data Magna. É que a vergonha de ver tanta incompetência,tanto cinismo e mediocridade na organização do evento me fazem muito mal, começou esse ano, passei longe de Cachoeira. Apoio o Prof. Xavier, é preciso coragem para exprimir a verdade. Quanto ao anônimo(a) xenofabo que compartilha da mediocridade a que Cachoeira hoje está exposta, ou é beneficiado em detrimento da cidade ou é alienado, recolha-se a sua insignificância. Cachoeirano Indignado.
Anônimo disse...
Anônimo disse... Esse professor estrangeiro tá muito ousado. Vai engulir o que disse . Fora forasteiro, vc tem que se curvar a família Pereira, senão vai sair de Cachoeira expulso, e do Brasil também. Entenda professor, Cachoeira é verde e branca (Pereira/Palmeira), quem manda é quem tem, limite-se a sua Faculdade, com gestão péssima, com as drogas rolando solto. ----------------------------------------------------- Estão vendo como é que os representantes do poder tratam as pessoas? eles dizem "voce tem ques e curvar" Veem agora noque querem transformar Cachoeira? Como tratam a quem nao se contentam com o que eles estão fazendo?

2. Texto 02 - publicado no Facebook hoje e a ser publicado no Cachoeira Online
 
"TERRRORISMO MIDIÁTICO NA CIDADE HERÓICA
Caros Cachoeiranos e/ou amantes da Cachoeira,

Em primeiro lugar, quero agradecer calorosamente aos que me manifestaram o seu apoio. Quanto à radialista Al-Jazira, o seu comportamento "profissional" é digno de pena. Jornalismo verdadeiro requer INDEPENDÊNCIA, ética e objetividade. No que diz respeito aos anônimos que se escondem covardemente atrás do anonimato para vomitar sua raiva xenofóbica, só tenho a lamentar a sua alienação - para não dizer escravidão - mental.

Apoixonei-me por Cachoeira há 20 anos atrás, quando cheguei à Bahia pela primeira vez e quando Pierre Verger me aconselou a iniciar minhas pesquisas antropológicas na Cidade Heróica, com a saudosa Gaiacu Luiza Franquelina da Rocha. Orgulho-me igualmente e tanto pela minha cidadania francesa quanto pela minha cidadania cachoeirana, outorgada oficial e publicamente pela Câmara de Vereadores em maio de 2010. O espírito heróico e revolucionário que une as minhas duas pátrias me deu o senso crítico e a vontade de lutar SEMPRE em prol dos mais fracos, dos mais desprestigiados pela sociedade vigente, dos que sofrem diariamente nas mãos de uns coronéis cínicos, anacrônicos e patéticos. A radialista Al-Jazira pode continuar me difamando, não me importo. Ela não merece resposta.

O que não aceito, como cidadão, é que representantes legítimos de comunidades religiosas afro-baianas seculares sejam desrespeitados e hostilizados. O que não posso aceitar é o fato de uma Senhora de 83 anos, que constitui literalmente a raíz e a memória viva do samba de roda, seja vergonhosamente chamada de mentirosa por um representante do poder público municipal. O que não aceito, é que um terreiro de candomblé em processo de tombamento pelo IPHAN seja covardemente invadido e tenha o seu patrimônio arqueológico destruído, seu patrimônio sagrado soterrado. O que não posso aceitar é que o invasor descumpre cinicamente os embargo do IPHAN e da IBAMA. Pois esse patrimônio cultural de matriz africana é uma das RIQUEZAS mais emblemáticas de nossa Cidade.

O povo de santo, as Irmãs de Nossa Senhora da Boa Morte e os Grupos de Samba de Roda são os guardiões fiéis e heróicos de manifestações culturais da diáspora africana no Brasil, que fazem da Cachoeira o que é: o berço de uma civilização afro-indígena, de uma civilização extraordinariamente rica, porém secularmente desrespeitada. Não me deixarei intimidar por pessoas tão raivosas quanto insignificantes, que fazem uso irresponsável dos meios de comunicação para exercer um vil terrorismo midiático.

Axé! Vive la France e Viva a Cachoeira!!!

Xavier Vatin / Cidadão franco-cachoeirano"

quinta-feira, 2 de junho de 2011

"Dirigente do MST baiano necessita de doação de sangue

O companheiro Josuel Gustavo dos Santos articulador do Território do Recôncavo e dirigente do MST, único sobrevivente do acidente de carro na BA 101- Rio Branco (próximo a entrada de Arataca), que aconteceu no último dia 21, e vitimou quatro companheiros do MST baiano, ainda encontra-se internado em estado grave no hospital do Subúrbio, Salvador, Leito 19, necessitando com urgência de sangue de qualquer tipo.

Os doadores interessados devem dirigir-se a qualquer banco de sangue da capital baiana e informar apenas o nome do paciente que pretende beneficiar: Josuel Gustavo dos Santos. Após a efetivação da doação o comprovante deverá ser entregue no hospital em que o paciente encontra-se internado ou na sede do Partido dos Trabalhadores, Rio Vermelho. Neste último caso, o comprovante de doação deverá ser entregue ao secretário de Movimentos Populares e Políticas Setoriais do PT BA, Waldir Tavares."

Fonte: Site do PT - Bahia