segunda-feira, 18 de abril de 2011

Novo estudo diz que primeiros americanos se pareciam com africanos e amplia polêmica sobre chegada do homem ao continente

 (Crânios de Lagoa Santa: americanos com traços africanos)
O Homo sapiens não teria se diferenciado em raças ou tipos físicos distintos antes de se estabelecer em todos os continentes, inclusive nas Américas, o último grande bloco de terra, com exceção da gélida Antártida, conquistado pela espécie. A leva inicial de caçadores-coletores que aqui entrou, há mais de 15 mil anos, vinda da Ásia por um caminho hoje ocupado pelo estreito de Bering, teria uma estrutura anatômica muito similar à da primeira população de humanos modernos emigrada da África, entre 70 mil e 55 mil anos atrás. Depois de deixar o berço da humanidade, o homem penetrou na Ásia, que primeiramente serviu de base para a conquista de outros dois pontos importantes do globo, a Europa e a Austrália, e mais tarde de um terceiro, as Américas. “Até uns 10 mil anos atrás, todos os Homo sapiens presentes em qualquer continente tinham uma morfologia craniana de padrão africano”, diz o bioantropólogo Walter Neves, da Universidade de São Paulo (USP). “O processo de raciação ainda não havia começado.” O surgimento de tipos físicos, como os caucasianos ou os mongoloides (asiáticos de olhos puxados e face plana), seria um fenômeno biológico muito recente e teria ocorrido apenas depois de o homem ter se espalhado por praticamente toda a Terra.

O pesquisador defende essa hipótese, polêmica, num artigo científico publicado na edição de março do American Journal of Physical Anthropology. No trabalho, Neves e outros dois antropólogos físicos – o brasileiro Mark Hubbe, que trabalha no Instituto de Investigação Arqueológica e Museu da Universidade Católica do Norte, no Chile, e a grega Katerina Harvati, da Universidade de Tübingen, na Alemanha – comparam 24 características anatômicas presentes nos crânios de seres humanos que viveram entre 10 mil e 40 mil anos atrás na América do Sul, Europa e leste da Ásia e de indivíduos da época atual oriundos dessas três regiões, além da África Subsaariana, Oceania e Polinésia. Ao todo, foram confrontados 48 esqueletos antigos (32 da América do Sul, 2 da Ásia e 14 da Europa) e 2 mil atuais. “Independentemente da origem geográfica, os membros das populações antigas se assemelham mais a seus contemporâneos do passado do que aos humanos de hoje”, comenta Hubbe. Em outras palavras, os traços físicos do homem que abandonou a África e, 40 mil anos mais tarde, desbravou as Américas eram praticamente os mesmos. De acordo com essa visão, a conquista do mundo foi um fenômeno tão rápido – o Homo sapiens teria usado rotas costeiras, menos difíceis de serem vencidas – que não deu tempo para o homem desenvolver de imediato adaptações físicas aos novos ambientes (continua...). 

Fonte: http://revistapesquisa.fapesp.br
Foto: copyright: Eduardo Cesar.

A Santa Casa de Misericórdia

Quando D. Pedro II resolveu visitar Feira de Santana, em 1859, coincidentemente estava em plena atividade o movimento da elite feirense com o objetivo de angariar fundos para a construção da Santa Casa de Misericórdia. Aproveitando a presença do Imperador, uma comissão dirigiu-se ao Monarca e solicitou a sua colaboração para a fundação da Santa Casa. Depois de ouvi-los, o Imperador fez uma doação de dois contos de reis, quantia considerável e que foi decisiva para a fundação, e que levou seus fundadores a denominar a Santa Casa de IMPERIAL ASILO DOS ENFERMOS em 25/03/1865, data da sua inauguração, tendo posteriormente voltado ao nome de Santa Casa de Misericórdia. É oportuno lembrar que o prédio da Santa Casa foi construído antes de 1865 por um fazendeiro, para sua residência, e depois vendido para a Fundação da casa hospitalar que a adaptou para os fins devidos (continua...).


Fonte: http://feiraantiga.blogspot.com/

IV ENEMU - Encontro Nacional dos Estudantes de Museologia

10 a 15 de Julho de 2011
UFG - Goiânia - Goiás
"Museologia e Interdisciplinaridade"


E-mail: enemugoiania@hotmail.com
Twitter: @IV_ENEMU_2011

ENCONTRO NO MUSEU (Museu Carlos Costa Pinto)


"As Exposições Provinciais do Império: a Bahia 
e as Exposições Universais (1866-1888)".

Palestrante: Profa. Ms. Cínthia da Silva Cunha, Mestre em História Social 
da Faculdade de Filosofia e Ciências Humanas da UFBA.

Dia 29 de abril, das 17 às 18:30 horas | Auditório do Museu Carlos Costa Pinto

ENTRADA FRANCA - Será fornecido certificado

segunda-feira, 28 de março de 2011

Lançamento da Coleção História Geral da África

No dia 02 de Abril de 2011, às 9h30 no Auditório do CAHL/Cachoeira, será realizado o lançamento da coleção de livros da UNESCO História Geral da África em português. O evento contará com a participação de vários especialistas e professores que estarão apresentando e discutindo sobre o tema.

Confira a programação:

10h - Abertura
Representante da UNESCO no Brasil
Ministério da Educação
Universidade Federal do Recôncavo da Bahia
Fundação Pedro Calmon

11h - Mesa Redonda: História da África: importância, reconhecimento e ressignificação
Valter Roberto Silvério – Coordenador técnico da Edição em Português da Coleção da UNESCO História Geral da África e Coordenador do Núcleo de Estudos Afro-brasileiros da Universidade Federal de São Carlos.
Valdemir Donizette Zamparoni – Professor do Programa de Pós-Graduaçao em História e do Programa Multidisciplinar de Pós-Graduação em Estudos Étnicos e Africanos do Centro de Estudos Afro-Orientais da Universidade Federal da Bahia.
Elikia Mbokolo - Presidente do Comitê Científico para Elaboração do Material Pedagógico para o uso da Coleção da UNESCO História Geral da África
Coordenação: Juvenal de Carvalho Conceição - Membro do Núcleo de Estudos Afro-brasileiros da UFRB

12h15 - Debate

Os livros podem ser baixados aqui mesmo no blog: 

terça-feira, 1 de março de 2011

Casa Branca vai ganhar coroa de Xangô restaurada

Coroa de Xangô retorna á Casa Branca

Foto: Coroa de Xangô retorna á Casa Branca

A Coroa de Xangô do Terreiro de Casa Branca, que em yorubá é conhecido como Ilê Axé Iyá Nassó Oká, foi selecionada para os editais de Preservação, Dinamização e Difusão de Acervos do Instituto de Patrimônio Artístico e Cultural (IPAC). O órgão pertence a secretaria estadual de Cultura (SecultBA) e é responsável pela política pública de preservação dos patrimônios culturais da Bahia.

A coroa foi elaborada na década de 1960 por Julieta Oliveira, conhecida como Julieta de Oxum, em promessa a Xangô, orixá dos raios, trovões e do fogo de origem yorubá. Antes existia outra coroa então esculpida pelo ogã Veludinho, segundo tradições da Casa Branca. Ogã é uma das funções assumidas por homens com obrigação de auxiliar e proteger o terreiro do qual participa.

A Associação São Jorge do Engenho Velho, representante da Casa Branca, foi proponente do projeto de restauração. De acordo com o ogã da Casa Branca, Antônio Luiz Figueiredo, a peça seria singular. “Não temos conhecimento de outra peça com essas características”, diz Figueiredo. Esculpida em madeira e decorada com pedras e pérolas, a coroa tem 1,75 metro de diâmetro. Mais para cima, no telhado, encontra-se o oxê de Xangô – machado de dois gumes – símbolo característico do orixá.

A restauração tem custo de R$ 27 mil, com recursos da política pública de editais do IPAC. De 2007 a 2011 o IPAC já executa 73 projetos da sociedade civil. Os editais são realizados com recursos do Fundo de Cultura e já atingiu cerca de 200 municípios. “Os editais fazem com que a sociedade participe efetivamente das políticas públicas, garantindo ferramentas transparentes e democráticas na distribuição de recursos para as ações culturais”, diz Mendonça. De 2008 a 2010 já foram investidos mais de R$ 2 milhões via editais.

 

MUSEU CASA DO SERTÃO - FEIRA DE SANTANA/BAHIA